nada
além da realidade
e a poesia
de meus olhos
míopes
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
06 de Outubro de 2011
Nasce uma criança
em meu peito,
conforme me passam os anos,
conforme me consomem os dias.
Mas conforme me envolvo
nas coisas que amo,
nasce uma criança
em meu peito.
Nasce uma criança em cada canto
de sorriso, de vento,
de dança,
nasce uma criança.
Eu, ainda bem
que nem tão adulto,
posso dizer que
no dia em que nasceu,
nasci contigo.
Nascemos,
crescemos,
fazemos amigos.
E por mais
que muitas velas
de muitos bolos
se apaguem,
estaremos sempre aprendendo
a cantar mais,
a dançar mais,
a sorrir mais,
abraçar mais.
E chorar,
e cair,
e a ser abraçado.
Hoje nascem crianças
em meu peito,
que se chamam João,
que se chamam Pedro,
e Patuá.
E hoje nasce mais uma,
menina amiga,
Mariah.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
22/09/2011
JEREMY (Ament/Vedder)
At home
Drawing pictures
Of mountain tops
With him on top
Lemon yellow sun
Arms raised in a V
The dead lay in pools
of maroon below
Daddy didn't give attention
To the fact that mommy didn't care
King Jeremy the wicked
Ruled his world
Jeremy spoke in class today
Jeremy spoke in class today
Clearly I remember
Pickin' on the boy
Seemed a harmless little fuck
Oh, but we unleashed a lion
Gnashed his teeth
And bit the recess lady's breast
How could I forget
He hit me with a surprise left
My jaw left hurtin
Oh, dropped wide open
Just like the day
Like the day I heard
Daddy didn't give affection
And the boy was something mommy wouldn't wear
King Jeremy the wicked
Ruled his world
Jeremy spoke in class today
Jeremy spoke in class today
Jeremy spoke in class today
Try to forget this... (try to forget this)
Try to erase this... (try to erase this)
From the blackboard
Jeremy spoke in class today
Jeremy spoke in class today
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Sem atos (01/06/2011)
O homem se satisfaz sem atos
só sentimentos.
Para na vida ser mais do que eu
que tão pouco sou.
Minha carcaça se arrasta,
se coça, se despedaça
hoje sem mais delongas
num porvir frenético e sem medo,
sem zelos, sem zeros.
Hoje eu sou quem nunca fui
mas quem sou antes do que nunca
que sempre quis.
E sei que não sou sozinho.
Sou uma roda que gira e grita
no fim do mundo.
Meu mundo,
Meu mundo,
nenhuma rima
-tampouco solução.
Pagaram as luzes do tempo.
E eu cá estou, sem fôlego
mas escrevendo,
sem tinta
mas colorindo
a imensidão.
Meu quarto nunca
pareceu tão distante,
e o som de minhas teclas
batendo
uma sinfonia inteira só pra mim.
Eu que sei o quanto
isso é bom
e ruim.
Sou um segredo.
Eu tenho medo.
Devia ter chorado
enquanto todos me olhavam.
Devia ter gritado
quando todos mais choravam.
Mas não me arrependo.
Escrevo.
Enalteço um verso
que me diz mais do que quero ouvir.
Antes que o vinho acabe,
ainda sozinho,
sorrio antes de dormir.
Precisamente aqui (12/04/2011)
Na verdade é precisamente aqui
que reside
um encanto barulhento,
meio fedido,
que não deixa dormir
mas que encanta.
Bate entre as paredes do meu quarto,
se choca com a lâmpada.
Querendo ser luz,
querendo ser gente,
é apenas poesia.
Voa como se dependesse
unicamente disso
para terminar o dia.
E com este terno encanto,
de poema relido
de amigo, de encontro,
posso eu, finalmente,
sem bater
em parede nenhuma,
lâmpada nenhuma,
ser mais gente
que nunca,
mais luz que nunca
e então apagar-me.
Boa noite.
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