penso:
sê um ser
com a arrebentação.
de nada adianta
sacudir o timão
pra lá
pra cá
degladiar-se
com água
pra todo lado.
sê um ser
com a arrebatação
que a vida,
em ondas,
traz à nossos corpos
sem prévio aviso.
quem se opõe
arrasta mundos,
e esse é um peso
indiscutível.
sê um ser.
pois mesmo
sem remos,
molhado
há um sorriso.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A manhã
é domingo.
Um domingo
só pra mim.
Espero não
enchê-lo de
idéias.
Mas escrever
este poema
já é
injetar-lhe
uma idéia.
Então silêncio.
Nada que possa
escrever
falar
ou dizer
vale mais
do que um
gesto toque
olhar
som sorriso
feitos sem
expectativa.
Então silêncio.
E sigo meu
domingo
sem nenhuma
explicação.
é domingo.
Um domingo
só pra mim.
Espero não
enchê-lo de
idéias.
Mas escrever
este poema
já é
injetar-lhe
uma idéia.
Então silêncio.
Nada que possa
escrever
falar
ou dizer
vale mais
do que um
gesto toque
olhar
som sorriso
feitos sem
expectativa.
Então silêncio.
E sigo meu
domingo
sem nenhuma
explicação.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Poemas de auto-firmação
1.
Sinto minhas pernas
mais fortes
para andar.
Não tenho pressa.
Tenho a necessidade
de me auto-firmar.
Antes de pular,
antes de correr,
antes de voar,
Sinto a urgência
de me auto-firmar.
2.
Agora carrego
as coisas certas na mala.
Apesar de curtir
a idéia de uma mala vazia,
não sou tonto,
levo só o que sei
que vou precisar.
3.
Mais do que antes,
agora sei
que ilha é ilha,
mar é mar,
e continete
sempre será
contingência.
4.
Quando é pra ser terra,
é pra ser terra.
Quando é pra ser fogo,
é pra ser fogo.
De nada adianta
me mover
querendo ficar parado.
Só sofro
se me paro
querendo me mover.
5.
Não há que se
levar nada
além de nós mesmos.
Ainda que para as
lonjuras mais distantes.
Para quê
tanta bagagem?
Se vou cruzar
o mar,
não levo terras
no meu bolso.
Levo braços,
pernas,
remos.
E um belo sorriso
no rosto.
6.
Para quê tantas palavras?
Sim,
para a poesia.
Apenas.
Pois mais vale à mim
um gesto,
brilho de estrelas
dentro de caverna.
Silêncio
que emana do chão,
da pele,
da ponta do lápis.
Para quê tantas palavras?
Para nada
além de um poema
de nascer do sol.
Sinto minhas pernas
mais fortes
para andar.
Não tenho pressa.
Tenho a necessidade
de me auto-firmar.
Antes de pular,
antes de correr,
antes de voar,
Sinto a urgência
de me auto-firmar.
2.
Agora carrego
as coisas certas na mala.
Apesar de curtir
a idéia de uma mala vazia,
não sou tonto,
levo só o que sei
que vou precisar.
3.
Mais do que antes,
agora sei
que ilha é ilha,
mar é mar,
e continete
sempre será
contingência.
4.
Quando é pra ser terra,
é pra ser terra.
Quando é pra ser fogo,
é pra ser fogo.
De nada adianta
me mover
querendo ficar parado.
Só sofro
se me paro
querendo me mover.
5.
Não há que se
levar nada
além de nós mesmos.
Ainda que para as
lonjuras mais distantes.
Para quê
tanta bagagem?
Se vou cruzar
o mar,
não levo terras
no meu bolso.
Levo braços,
pernas,
remos.
E um belo sorriso
no rosto.
6.
Para quê tantas palavras?
Sim,
para a poesia.
Apenas.
Pois mais vale à mim
um gesto,
brilho de estrelas
dentro de caverna.
Silêncio
que emana do chão,
da pele,
da ponta do lápis.
Para quê tantas palavras?
Para nada
além de um poema
de nascer do sol.
Assinar:
Comentários (Atom)