sexta-feira, 10 de junho de 2011

Hoje está sem título

Escolho um caminho mais duro, talvez.
Mas escolho um caminho por onde
posso ser alguém de verdade.
Enquanto ando, me reconfiguro.
Me reinvento tanto à cada passo.
Não falo de escolhas que não fiz,
sem dizer que não são minhas.
Não falo de livros que não li,
se for olhar no olho do outro
e falar o que li.
Não sorrio mais à toa.
Mas quem sabe, um dia,
possa estar sorrindo sempre.

Cálice

(Homenagem do músico paulistano Criolo)



*


Que coisa doida poder se entregar
À outra pessoa sem nenhum receio
Como se fosse a morte ou o fim do mundo
Como um poeta entregue ao devaneio

Chorar pra mim é coisa tão difícil
Difícil expor minha fragilidade
Enquanto faço pose de invencível
Me torno um homem sem integridade

Pai,
Afasta de mim esse medo,
Pai,
Afasta de mim a vergonha,
Pai,
Afasta de mim essa idéia

Que eu devo aguentar tudo.



(10/06/2011)