quinta-feira, 26 de maio de 2011

Continuação

Sede de querer
que água nenhuma
a mate.
Sede de cores
da memória.
Sede de ribeirões
das histórias.
Sede.
Basta estar vivo
            [fato
mas estar vivo
não basta.
Abre-se mais
a boca,
tanto em resposta
quanto em questão,
e muito mais pode ser
engolido
e falado
e gritado
e cantado.
Dessas,
a única coisa
que me dá azia
é o senso que
          [comum
reduz
erupção de vida,
peito que flama, clama,
sede que grita
à uma reles
inspiração de poetas.
Esse,
boca nenhuma
de poeta nenhum
engole.

(saudades de ocê negresco!)

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