sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

nada
além da realidade
e a poesia
de meus olhos
míopes

Um comentário:

  1. Nada além
    do que nem soube que sou
    mas que sempre fui
    sem saber que sendo
    era um eu leviano
    e bom,
    por não saber de nada
    por não querer ser nada,
    e ao mesmo tempo,
    por ousar ser tudo.

    Hoje me confundo um pouco,
    mas também sinto
    uma outra importância:
    Ser o melhor que posso
    para mim e pros outros,
    sme querer nada em troca.

    Nada em troca.

    Não quero nada em troca.


    De resto, cuidar
    para não queimar na confusão.


    Chega uma merda duma idade
    em que é praxe querer
    sempre algo por outro algo,
    mesmo que seja apenas para se sentir bem.

    Não funciona,
    poesia é antes
    mais e menos
    - ainda bem.

    Sejamos,
    sem nunca saber,
    mas sentindo que somos.

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